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Desafios das Realidades Estendidas (XR)


O mercado de XR está ainda em formação, passando por um momento de evangelização. Hoje, a maioria das pessoas ainda não teve contato com uma experiência imersiva, ou teve com uma experiência simples, o que acaba limitando a percepção do pleno potencial da ferramenta. Além disso, um levantamento recente do XRBR, hub de desenvolvedores de conteúdo para realidades estendidas criado em 2018 no Brasil, aponta que o país conta com pouco mais de 80 grupos desenvolvendo este tipo de material.


A tecnologia não é nova, mas foi nos últimos 5 anos que deu o maior salto de acessibilidade na área em décadas, após a startup Oculus, hoje pertencente ao Facebook, ter lançado o que seria o primeiro óculos de realidade virtual direcionado para games, em 2012. Após isso, outras empresas, como Sony, Samsung, Vive e Microsoft passaram a fabricar seus modelos. Ainda assim, a curva de difusão, apesar de ter projeções exponenciais, ainda se encontra no início do gráfico. Pensando nisso, algumas iniciativas foram tomadas pelos próprios fabricantes num esforço de acelerar o processo. A própria Oculus, em 2017, distribuiu 100 headsets de VR para 90 bibliotecas na Califórnia, instalando totens que permitiam aos frequentadores viverem algumas das experiências possíveis em Realidade Virtual. Mais recentemente, em 2018, a fabricante Vive também anunciou outra campanha que promete levar seus headsets a 110 bibliotecas diferentes nos estados da California e de Nevada, nos Estados Unidos.



Estação da Oculus em biblioteca pública


Apesar da crescente produção de novas soluções mais acessíveis, as experiências mais completas e imersivas ainda exigem investimentos em computadores com configuração avançada para poder rodar os sofisticados programas e construções em 3D, além de óculos dotados de sensores e câmeras para captar todos os movimentos do usuário. E, se isso representa um desafio até mesmo para a maior indústria do setor - a de entretenimento -, para a educação os obstáculos são ainda maiores, especialmente no Brasil.


Um relatório intitulado Education at a Glance 2017, publicado pela OCDE, apontou que, embora o percentual do PIB que o Brasil destina à área de educação não seja ruim, a relação não reflete o investimento per capita. Outros países podem até investir menos em termos percentuais do PIB, mas possuem, em sua grande maioria, menos estudantes e mais produção interna. Assim, enquanto a média de investimento global gira em torno de 10,8 mil dólares por estudante ao ano mundo afora, a do Brasil circula em 5,6 mil dólares por estudantes ao ano - dos quais 90% já estão comprometidos com a folha de pagamento, no caso da educação básica. Somado a isso, professores têm pouca intimidade com o uso de novas tecnologias e pouco incentivo para produzir inovação.


O caminho a percorrer é longo. Mas, com persistência, os resultados serão fantásticos. É inegável que a educação é a base para o desenvolvimento humano. É ela que molda os panoramas social e econômico de uma nação. E é ela que pode, definitivamente, ditar os rumos ainda inimagináveis do futuro.


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