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Nova Realidade

Assim como os computadores pessoais e smartphones vieram para causar uma verdadeira transformação no cotidiano pessoal e profissional de todos nós, mais uma tecnologia veio para estabelecer uma nova fronteira na forma como interagimos com o mundo: a realidade estendida (XR).


O conceito se refere às diversas formas de novas realidades existentes, sendo as mais conhecidas a Realidade Virtual (VR) e a Realidade Aumentada (AR). Imagine um mundo onde o aluno possa viajar no tempo nas aulas de história, pelo espaço nas de física, pelas células do corpo humano nas de biologia e pela estrutura molecular das mais diversas substâncias nas de química. Imagine o aluno tendo como explorar, em suas próprias mãos, tudo aquilo que, hoje, estampa seus livros didáticos em imagens estáticas com legendas. Imagine o professor tendo à sua disposição laboratórios de ponta para realizar os mais diversos experimentos com os estudantes, sem despender de todo o custo envolvido na manutenção dos recursos necessários para cada disciplina. Imagine a possibilidade de experimentar hipóteses “impossíveis”, como visitar um planeta inóspito, uma civilização que já não existe mais ou criar moléculas formando substâncias ainda desconhecidas. Tudo isso já é possível.


Alunos do ensino médio testando o Ambia, a plataforma de aprendizagem imersiva da Imersys

Enquanto a Realidade Virtual cria uma interface de interação humano-máquina capaz de imergir múltiplos sentidos em um ambiente virtual, recriando ao máximo a sensação de realidade para o indivíduo, a Realidade Aumentada consiste em projetar objetos virtuais em um cenário real. As aplicações dessas ferramentas para a educação são claras. O Google Expeditions talvez seja um dos maiores exemplos do seu potencial de exploração. Utilizando um smartphone e um óculos de VR feito de papelão, o Cardboard, os alunos, de grandes centros e também de periferias, são transportados virtualmente para quase qualquer lugar no mundo.


A Realidade Virtual é capaz de mobilizar todos os hemisférios do cérebro, garantindo um ambiente livre de distrações que, consequentemente, promove maior retenção de conteúdo. É cientificamente comprovado que, quanto mais sentidos utilizamos, melhor aprendemos. Segundo um artigo publicado na Booz Allen, ainda em 2012, estudantes são capazes de lembrar 90% do que aprendem se realizarem um trabalho relativo ao conteúdo apresentado, enquanto recordam apenas 10% do que leem e 20% do que escutam. Envolver experiências significa envolver emoções, o que sempre representará um verdadeiro catalisador para a retenção de informação.


De olho no futuro


A Imersys trabalha há meses em uma plataforma que vai revolucionar a forma como os adolescentes têm contato com os conteúdos do currículo escolar. Trata-se do Ambia, a primeira plataforma educacional multidisciplinar em VR e AR. A equipe está desenvolvendo laboratórios virtuais de várias disciplinas, como física, química, biologia, e os estudantes vão poder interagir com os conteúdos dentro desses ambientes usando tablet, smartphone ou laptop – ou então ter a experiência máxima utilizando óculos de realidade virtual.


Laboratório de Física do Ambia

A plataforma tem vantagens para todos os envolvidos no processo da aprendizagem – tanto para a instituição, como para os professores e para o público mais interessado, os estudantes. Eles se sentem muito mais motivados a estudar e ficam totalmente imersos na experiência de aprender. Alunos do ensino médio de um colégio de Foz do Iguaçu já estão testando o Ambia. “Você vê que está na realidade virtual, já dá uma vontade de estudar. É uma relação mais próxima de você com o corpo, não só livro e olho”, diz o estudante do 3º ano do ensino médio, Ahmad Hizaji.

Com o uso do Ambia, os professores têm em mãos uma importante ferramenta para fazer os estudantes se motivarem a ter contato com o conteúdo, antes mesmo de abordar o assunto em sala de aula. O professor tem a possibilidade de gravar material dentro da plataforma e produzir vídeos para mostrar aos estudantes. “O professor pode ficar despreocupado porque os alunos certamente não vão se machucar ao fazer os experimentos de física ou química no laboratório virtual”, brinca o CEO da Imersys, Igor Sales.

“Para uma instituição de ensino, o uso da plataforma é bem mais interessante, porque o investimento no uso de um laboratório virtual é bem menor que o gasto envolvido em construir e equipar laboratórios reais”, explica Igor. Além disso, algumas instituições sofrem com espaços limitados, o que inviabiliza estabelecer toda a infra-estrutura exigida para diferentes áreas de estudo.


Laboratório de Biologia do Ambia

O Ambia é, sem dúvidas, um projeto ambicioso, que requer tempo e muito trabalho para ser desenvolvido completamente. Mas, quando pronto, será capaz de promover a democratização da educação, o impulsionamento da produção e do consumo de conteúdo educativo, e a melhor era de formação humana que já vivenciamos.


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